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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
18:18
[tippi hedren] eu gosto do otto. eu me emocionei tanto num show... porque é grandiosa a música que ele faz. não me arrisco a dizer qual é minha preferida. mas isso tudo pra dizer que do nada ele me chamou pra conversar no facebook esses dias. nunca fomos apresentados. evidentemente, ele me confundiu com outra pessoa. a conversa não me deixa mentir. eu adorei mesmo assim. quase que tieto. quase que menciono seis minutos. achei que era melhor não dizer nada a respeito. vai que ainda dói.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
21:25
chorei sem entender por que. acho que foi de alívio. acho que não preciso mais do bisturi. acho que entendi o quanto dói em você relembrar o passado. pena que eu tenha precisado ver você chorar. pena que eu tenha recorrido ao bisturi tantas outras vezes e machucado outros corações por aí. eu não percebi que o que eu quero, a verdade, se ela existir, não merece essas cicatrizes. acho que chorei por me livrar desse padrão dolorido. me despedi mais uma vez de mim. de um jeito tão conhecido de agir. mas isso eu só percebo agora, porque ontem doía demais. e eu não podia pensar direito. mas te amo. ainda. sim. ainda. disso nunca duvidei. nem quando doeu mais. whatever words i say, i will always love you.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
18:59
(para ler ouvindo isto )
fui destruída pelo quarto do filho, um filme italiano de 99 minutos. pareceram horas. tão bonito, tão humano. que dor possível, aquela. todo mundo vai sentir um dia. todo mundo.
fiquei estática quando acabou. pelo filme, por causa daquela música que toca no final. eu mal conseguia explicar por que estava naquele estado. de pé, virando poça. eu já disse isso antes, no outro blog. eu não era mais uma pessoa. eu era um sentimento.
o que doeu é que todo mundo estava separado. até tentavam se ajudar, principalmente a filha, que conseguiu olhar mais para a dor dos pais do que para a própria. porém, eles estavam impenetráveis. cada um tentando resolver aquilo como podia, com as limitações todas.
e vem a arianna e quebra todo mundo. mais ainda. só que de um jeito libertador. ela é alguém de quem eles podem cuidar. ela é a lembrança mais viva e mais alegre do andrea.
eu adoro quando o giovanni chora no trabalho dele. eu sinto o alívio dele de longe.
já a cena do jogo do basquete, a da notícia, corta o meu coração irremediavelmente.
mas adoro quando eles cantam no carro. ali sim. todo mundo junto. ridículos. e tão felizes.
fui destruída pelo quarto do filho, um filme italiano de 99 minutos. pareceram horas. tão bonito, tão humano. que dor possível, aquela. todo mundo vai sentir um dia. todo mundo.
fiquei estática quando acabou. pelo filme, por causa daquela música que toca no final. eu mal conseguia explicar por que estava naquele estado. de pé, virando poça. eu já disse isso antes, no outro blog. eu não era mais uma pessoa. eu era um sentimento.
o que doeu é que todo mundo estava separado. até tentavam se ajudar, principalmente a filha, que conseguiu olhar mais para a dor dos pais do que para a própria. porém, eles estavam impenetráveis. cada um tentando resolver aquilo como podia, com as limitações todas.
e vem a arianna e quebra todo mundo. mais ainda. só que de um jeito libertador. ela é alguém de quem eles podem cuidar. ela é a lembrança mais viva e mais alegre do andrea.
eu adoro quando o giovanni chora no trabalho dele. eu sinto o alívio dele de longe.
já a cena do jogo do basquete, a da notícia, corta o meu coração irremediavelmente.
mas adoro quando eles cantam no carro. ali sim. todo mundo junto. ridículos. e tão felizes.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
00:04
vocês não têm vontade de cantar MUITO alto músicas que fazem corar? eu tenho. no momento, estou ouvindo sucessos do bon jovi. this ain't a love song quase me faz levantar da cadeira puída da lan house e agitar as mãos sobre a cabeça num ritmo lento, mas emocionante. ou acender um isqueiro e apertar os olhos como se estivesse diante de um palco imaginário. e, ao meu lado, tem um cara fazendo uma supercoreografia com a cabeça. acho que é rap o que ele está ouvindo. será que ele me apoiaria? comigo!
i cried and i cried
there were nights that i died for you beibeeeeeeeee
i tried and i tried to deny
that your love drove me creizeee, beibeeee
if the love that i got for you is gone
if the river i cried ain't that long
then i'm wrong
yeah i'm wrong
this ain't a love song
p.s.: mal aí. precisava desabafar.
i cried and i cried
there were nights that i died for you beibeeeeeeeee
i tried and i tried to deny
that your love drove me creizeee, beibeeee
if the love that i got for you is gone
if the river i cried ain't that long
then i'm wrong
yeah i'm wrong
this ain't a love song
p.s.: mal aí. precisava desabafar.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
15:35
agora eu tô assim. adicionando como amigo no facebook tudo quanto é artista mezzo desconhecido que eu gosto. tem leo cavalcanti, tulipa ruiz, tita lima e karina buhr. fazer o quê se eu amo a sensação de que estou perto deles? difícil é controlar a vontade de tietar no bate-papo. com certeza, eles devem suspirar resignadamente cada vez que um fã tenta se fazer de amigo. ou eles ficam animados. de todo modo, que assunto que a gente puxa? só rola puxar o saco mesmo. e isso eu me recuso a fazer, porque é o que todo mundo faz. mas bem que eu queria ter coragem de ficar no senso comum e babar dúzias de ovos. pior que não ter o que falar é ver leo no meio da rua durante o show da tulipa na virada cultural. tão perto, tão longe. #suspiros. fiquei tentando fazer contato visual, mentalizei dicumforça um "olha pra mim, olha pra mim". e nada. também eu queria o quê? paquerar o cara? que puta coisa de groupie.
13:33
malditas as pessoas que conseguiam ficar batendo papo enquanto aquela mulher incrível cantava. ou melhor, cochichava. tudo nela era sussuro. até o jeito de olhar pra gente. e de pedir para que mudassem o volume do microfone. era um movimento suave do indicador. nenhuma palavra.
nunca pensei que veria chan marshall mandando beijo, fazendo coraçãozinho com as mãos e enxugando uma lágrima imaginária. eu ouvi sobre seu lado mais frágil, desencontrado e introspectivo, justamente o que ela mostra no palco.
e agora, para nosso espanto, ela parecia feliz. tenho medo de quem, subitamente, aparenta felicidade. é como a melhora repentina antes da morte ou a estranha alegria do suicida.
eu queria ouvir todas as canções que me marcaram e fizeram sentido. mas ela não veio aqui para mexer nas nossas lembranças, cutucar a nossa dor. veio para esquecer as suas lembranças, espantar a própria tristeza.
tudo bem, lute contra os fantasmas.
sorte que metal heart ficou, apesar da faxina. uma superação? um tributo? uma pista? jamais saberemos. ela, mesmo quando fala, não diz.
foi até o camarim e voltou com uma cesta de frutas e flores. nem roberto carlos se entrega tanto assim. pena que não fiquei nem com as pétalas. na falta de xícara, tenho a toalha que estava jogada no palco. nem usada foi.
ei, você. sim, você. muito obrigada. melhor presente de aniversário em anos.
nunca pensei que veria chan marshall mandando beijo, fazendo coraçãozinho com as mãos e enxugando uma lágrima imaginária. eu ouvi sobre seu lado mais frágil, desencontrado e introspectivo, justamente o que ela mostra no palco.
e agora, para nosso espanto, ela parecia feliz. tenho medo de quem, subitamente, aparenta felicidade. é como a melhora repentina antes da morte ou a estranha alegria do suicida.
eu queria ouvir todas as canções que me marcaram e fizeram sentido. mas ela não veio aqui para mexer nas nossas lembranças, cutucar a nossa dor. veio para esquecer as suas lembranças, espantar a própria tristeza.
tudo bem, lute contra os fantasmas.
sorte que metal heart ficou, apesar da faxina. uma superação? um tributo? uma pista? jamais saberemos. ela, mesmo quando fala, não diz.
foi até o camarim e voltou com uma cesta de frutas e flores. nem roberto carlos se entrega tanto assim. pena que não fiquei nem com as pétalas. na falta de xícara, tenho a toalha que estava jogada no palco. nem usada foi.
ei, você. sim, você. muito obrigada. melhor presente de aniversário em anos.
domingo, 9 de maio de 2010
22:41
da fonte do passado nada espero
e tudo quero
sou quem toca
sou quem dança
quem na orquestra desafina
e tudo quero
sou quem toca
sou quem dança
quem na orquestra desafina
sexta-feira, 7 de maio de 2010
16:08
levaram meus fones de ouvido. e foi em plena redação. agora, não posso mais passar tardes e noites ouvindo minhas canções, as que tanto me divertem, emocionam e ajudam na concentração. não sei como tem gente que acha ok ir pegando algo que não lhe pertence. não mesmo. foi assim também com meu guarda-chuva novinho que esqueci no restaurante da editora.
olha, se são os moleques do centro*, eu entendo. agora, gente que é colega e inclusive ganha mais do que eu**... ah, por favor.
(fora que eu tô pobre demais. demais.)
* ontem, o cobrador e o motorista do ônibus deram carona a uns sete meninos de rua. achei tão legal. eles estavam cantando funk, o que eu também achei legal. ao contrário de quem coloca o celular pra tocar funk no último volume, que desperta apenas o meu ódio. um deles falou umas baixarias e pediu desculpas pra mim logo depois. o maior contou que ia no baile da rose bombom (que eu achei tinha falecido nos anos 80) e que não podia levar os menores, que seriam barrados na entrada. "lá só tem gostosa", afirmou.
** meu contrato é uma bizarrice aqui, pois é de cinco horas enquanto o de todos os demais é de sete. por isso, acho que ganho menos do que o povo. mas não menos que os estagiários e auxiliares, acho.
olha, se são os moleques do centro*, eu entendo. agora, gente que é colega e inclusive ganha mais do que eu**... ah, por favor.
(fora que eu tô pobre demais. demais.)
* ontem, o cobrador e o motorista do ônibus deram carona a uns sete meninos de rua. achei tão legal. eles estavam cantando funk, o que eu também achei legal. ao contrário de quem coloca o celular pra tocar funk no último volume, que desperta apenas o meu ódio. um deles falou umas baixarias e pediu desculpas pra mim logo depois. o maior contou que ia no baile da rose bombom (que eu achei tinha falecido nos anos 80) e que não podia levar os menores, que seriam barrados na entrada. "lá só tem gostosa", afirmou.
** meu contrato é uma bizarrice aqui, pois é de cinco horas enquanto o de todos os demais é de sete. por isso, acho que ganho menos do que o povo. mas não menos que os estagiários e auxiliares, acho.
terça-feira, 4 de maio de 2010
20:17
tenho picos. de euforia, de coração apertado. e mesmo vivendo as agruras de um término mal explicado, consigo me divertir. bastante até. cheguei em casa ontem e o roomie tava ouvindo canções da fase blues de cazuza. como fiquei feliz com isso. uma das melhores noites no 44, sem dúvida. lendo revista, ouvindo a elaboração poética daquele perturbado-mor, sentindo a vida, apesar de você.
texto de 23/04, das 13h51
texto de 23/04, das 13h51
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