quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
eu tentei (21:39)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
23:20
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
16:21
sábado, 15 de janeiro de 2011
7:10
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
18:01
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
20:38
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
18:08
o que eu vivo hoje é completamente diferente. eu olho para o lado e se for sexta, sábado, feriado ou férias, ele está lá, com a cabeça pousada no outro travesseiro. me apertando e dizendo, com voz de sono, "eu te amo tanto". eu não sabia que eu podia ter essa vida. eu não acreditava nela. não comigo. viver junto com outra pessoa não era um objetivo. e depois eu vi, de relance, que poderia ser bom. meses depois, eu percebi que não seria possível. não com o fotógrafo.
e agora vem a vida e me dá uma rasteira boa. perco o ar antes de cair. eu não estou conseguindo ficar longe dele. não estou querendo. nem precisando. pelo contrário. quando o fim de semana acaba, eu fecho a porta, ele liga o carro. dou boa noite para os gatos, deito na minha cama de casal e fico processando a falta que ele faz.
eu contei isso pra ela. eu estava surpresa. ela disse que é por isso que as pessoas se casam. engraçado. eu nunca tinha parado para pensar nessa razão mais óbvia. para mim, o casamento era mais uma satisfação à sociedade, um sonho em tons de branco e cheiro de flor. no meu caso, algo totalmente inviável, dada a minha inconstância.
e eu tenho medo, agora que me vejo a ponto de dividir a minha vida com alguém. porque as coisas sempre acabam. se transformam, primeiro. e eu não queria nunca que isso sequer mudasse. meu estômago se contorce quando eu penso que um de nós pode se tornar infeliz. que as piadas podem perder a graça. que ele pode ir embora. que eu posso, de novo, não saber como é o amor.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
15:54
eu vivi o meu primeiro plantão no trabalho voluntário ontem. foram meses de treino e de simulações. a gente treinou tanta coisa, testou ouvir quase todo tipo de dor. da perda, de não ser querido, de ser sozinho, de ter problemas, muitos deles. e eu achei que seria tranquilo, que eu estava pronta. não foi. fiquei acabada. pensando que porra de privilégio é esse que eu tenho de ter uma vida boa, apesar das minhas dores.
eu nunca fui internada pela minha família. eu tenho amigos. eu tenho um trabalho. eu tenho desejos. por que eu tenho? por que eles não têm? nada explica isso. e que não me venham com um papo religioso. eu não caio nessa.
foi complicado ouvir uma repetição infinita dos problemas mesmo quando, juntos - a pessoa e eu -, conseguimos ver uma luz fraquinha. e aí eu dizia que precisava desligar. e sentia que não tinha de fato ajudado a pessoa. sofrido. mas vou continuar tentando. quem sabe eu percebo que o processo todo ajuda de alguma forma.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
19:00
***
então eu achei, sem querer*, o perfil dela no twitter. ela, que me falou que sabia da história e que tinha pena de mim. eu meio bêbada; ela, dona da razão. eu sem ele; ele com ela. ela tuitou que comprou panetone pra sogra. então é verdade que eles se casaram. é verdade que eu não servi. que tudo aquilo que ele disse e que doeu tanto era mesmo o que ele queria ter dito. não um jeito estranho de gostar de mim. me senti mal. fazia tempo que eu não me interessava, que eu não buscava notícias. fui clicar pra quê. cliques malditos. não por ele, por eles. por mim e por quem eu já fui. pelo caminho tortuoso que eu fiz pra pedir pra ele ficar. justo eu que não acredito nessas coisas de pedir. eu fiz o que eu mais abomino. e isso, toda vez, ele me joga na cara.
*sem querer. he-he. claro que se a gente faz, é porque a gente quer. freud etc.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
21:25
terça-feira, 9 de novembro de 2010
18:59
fui destruída pelo quarto do filho, um filme italiano de 99 minutos. pareceram horas. tão bonito, tão humano. que dor possível, aquela. todo mundo vai sentir um dia. todo mundo.
fiquei estática quando acabou. pelo filme, por causa daquela música que toca no final. eu mal conseguia explicar por que estava naquele estado. de pé, virando poça. eu já disse isso antes, no outro blog. eu não era mais uma pessoa. eu era um sentimento.
o que doeu é que todo mundo estava separado. até tentavam se ajudar, principalmente a filha, que conseguiu olhar mais para a dor dos pais do que para a própria. porém, eles estavam impenetráveis. cada um tentando resolver aquilo como podia, com as limitações todas.
e vem a arianna e quebra todo mundo. mais ainda. só que de um jeito libertador. ela é alguém de quem eles podem cuidar. ela é a lembrança mais viva e mais alegre do andrea.
eu adoro quando o giovanni chora no trabalho dele. eu sinto o alívio dele de longe.
já a cena do jogo do basquete, a da notícia, corta o meu coração irremediavelmente.
mas adoro quando eles cantam no carro. ali sim. todo mundo junto. ridículos. e tão felizes.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
18:03
no sábado, começa o treinamento para o trabalho voluntário. vai ser um alívio. isso soa estranho, eu sei.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
21:32
outra coisa que me fez pensar esses dias foi a falta de temas. não que a minha vida tenha ficado desinteressante pra mim mesma. pelo contrário. acho que ela ficou maior com a minha saída de casa e com a casa que eu tenho pra manter.
talvez haja uma crise muito bem escondida dentro de mim por causa dessas coisas ou talvez eu tenha aprendido a lidar com elas de uma maneira tranquila, com mais tolerância à minha pessoa.
vai ver é o apoio dele, o menino que está comigo de um jeito como ninguém antes esteve. ou é tudo culpa da internet que eu não tenho em casa.
só sei que não vim aqui, como faço agora. desde o blog antigo, é assim que funciona. algo dói ou alegra demais, eu venho aqui, eu escrevo, algo bom acontece dentro de mim.
e hoje? bem, hoje eu estou com medo das coisas que eu sinto, porque elas me fazem mal. começou por causa de uma crítica e terminou com uma culpa que eu senti e alimentei até doer muito.
eu queria ter acertado totalmente. queria a perfeição. não a que está boa pra mim. a perfeição medida pelo outro. o que acontece é que eu sempre faço isso. o olhar do outro é uma reprovação quase sempre. um olhar que me enxerga através de lentes de aumento. diante delas, eu fico pequena. é exaustivo, porque é sempre frustrante. eu sei que é ruim pra mim. eu não consigo parar.
minha insegurança foi escancarada, talvez seja por causa dela que eu demoro tanto para sair do lugar. se eu fosse mais durona, se eu fosse mais cara-de-pau, se eu tivesse menos preguiça, se eu fosse mais nerd, se eu fosse mais popular, se fosse um monte de coisas que eu não sou, talvez...
tão vendo?
"paternalista". foi essa a palavra que desencadeou tudo, eu acho. grandes chances também para a frase "você se diminuiu". e eu analisando tudo. e me cansando de ser tão entusiasta de freud e lacan, porque, por deus, eu não consigo parar de pensar. e de me martirizar. e de ver como eu sou torta. e que algumas coisas demoram muito pra passar.
superar. talvez eu desconheça o verbo.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
20:59
terça-feira, 21 de setembro de 2010
19:25
terça-feira, 14 de setembro de 2010
23:04
não consigo ir pro meu quarto dormir, não consigo. todos os hóspedes já foram e eu, a louca do computador, tô aqui. eu sei que eles pensam isso de mim. que eu sou louca. e agora paranóica.
nem sei o que eu tô sentindo, mas a vontade de escrever é inesgotável. esqueço às vezes que isso aqui é meu e que eu posso vir sempre e ficar à vontade. quando lembro, é essa avalanche.
falei com um amigo querido hoje. fazia um tempão que a gente não se falava. tipo... anos. casou, teve filho, separou. incrível como a vida das pessoas acaba se parecendo quando passa o tempo. já tenho pencas de amigos separados. aí, você vai ouvir os detalhes e - pânico! - os motivos também são os mesmos, na essência. dura quanto o amor? suporta o que?
dói pra cacete se separar de alguém. quando eu tava esquecendo dessa dor, revejo brilho eterno de uma mente sem lembranças e volta tudo. aí, eu leio o blog dela e tão lá as partes mais fucking hard da história emocional da humanidade. de todo modo, acho que a maior parte das pessoas pode fazer outra coisa com essas dores. é deixar virar outra coisa. e a gente sai melhor desse processo chato, longo, cruel. eu acredito piamente nisso, piamente.por outro lado, sempre desconfio quando me dizem que o amor acabou e foi isso. eu mesma tô tentando sempre explicar pra mim porque eu parei de amar o garoto da fotografia. sempre me pego tentando dizer que "amor acaba" e aí vem ela pra me dizer o momento exato em que eu matei o amor. tem até sessão-chave. medo.
visitei meu pai nas férias. foi como se nunca tivéssemos ficado longe um do outro. primeira vez na vida que eu não choro pós-infância na frente dele. quer dizer, eu chorei, mas ele não viu. vou ganhar mais um irmão. ou irmã.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
22:10
o coração dela virou poça d'água. desfeita por um sentimento menor?
como num clipe da björk, onde o que é pequeno fica grande, grande. insuportável. dói. mas é encantador. e até engraçado.
p.s.: björk, pra mim, é ovo fritando e coração bagunçado. ou excessivamente feliz.