o 44 não existe mais pra mim. o 44, no fim, não foi auspicioso, sabe garota? foi o que tinha de ser: a primeira coisa que apareceu. não a melhor, apenas a que existia no momento. a que se encaixava na vida que eu queria levar.
me agradava particularmente o fato de ele ser no centro e de eu ter uma varanda (que eu nunca usei de verdade).
(engraçado como praticamente abandonar a terapia me deixou mais lenta. agora, penso com dificuldade sobre o que eu senti. este post tá bem difícil de sair. ou talvez eu ainda me censure muito. ou seja só mania de jornalista, mesmo. alow, tippi, isso aqui é um blog pessoal, não uma reportagem.)
ok.
no 44, eu finalmente tive liberdade. quase todos os dias cheguei de madrugada. em boa parte desses dias eu estava bêbada. coisa libertadora, porque eu nunca consegui beber muito. medo do que aconteceria se a minha mãe percebesse o meu estado. alguns podem pensar que é ridículo sair de casa só pra poder voltar tarde e bebaça. saber como eram as coisas sem uma sensação permanente de culpa era tudo o que eu precisava.
foi legal finalmente não ser questionada sobre o horário em que eu dormia e acordava. mais legal ainda foi poder fumar maconha em casa. e ter o meu próprio maço de cigarros mentolados e de cravo. maço este que ficava jogado em qualquer lugar, nunca escondido.
mas aí as conversas legais com o roomie rarearam. apareceu um vão. fiquei com preguiça dele. acho que começou quando ele defendeu a abordagem de um programa escroto pseudojornalístico e justiceiro com as minorias deste mundo, sendo que ele mesmo não gosta de travesti nem "desses baianos que a gente vê no metrô, em qualquer lugar". e foi ficando grave com a louça sempre transbordando na pia, o banheiro permanentemente nojento, a caixa onde o gato faz cocô sempre suja.
e eu não sei falar as coisas. mania de ser sempre ok que me fode. fui deixando crescer e, pra evitar o conflito, me isolava com meus salgadinhos, chocolates, livros e dvds. bem adulta. só ficava no quarto ou fora do apartamento, pra não ter que lidar com o que me causava desconforto. acho que eu deveria ter tentado falar. teria sido importante no momento de dizer tchau, inclusive. mas... #fail.
me agradava particularmente o fato de ele ser no centro e de eu ter uma varanda (que eu nunca usei de verdade).
(engraçado como praticamente abandonar a terapia me deixou mais lenta. agora, penso com dificuldade sobre o que eu senti. este post tá bem difícil de sair. ou talvez eu ainda me censure muito. ou seja só mania de jornalista, mesmo. alow, tippi, isso aqui é um blog pessoal, não uma reportagem.)
ok.
no 44, eu finalmente tive liberdade. quase todos os dias cheguei de madrugada. em boa parte desses dias eu estava bêbada. coisa libertadora, porque eu nunca consegui beber muito. medo do que aconteceria se a minha mãe percebesse o meu estado. alguns podem pensar que é ridículo sair de casa só pra poder voltar tarde e bebaça. saber como eram as coisas sem uma sensação permanente de culpa era tudo o que eu precisava.
foi legal finalmente não ser questionada sobre o horário em que eu dormia e acordava. mais legal ainda foi poder fumar maconha em casa. e ter o meu próprio maço de cigarros mentolados e de cravo. maço este que ficava jogado em qualquer lugar, nunca escondido.
mas aí as conversas legais com o roomie rarearam. apareceu um vão. fiquei com preguiça dele. acho que começou quando ele defendeu a abordagem de um programa escroto pseudojornalístico e justiceiro com as minorias deste mundo, sendo que ele mesmo não gosta de travesti nem "desses baianos que a gente vê no metrô, em qualquer lugar". e foi ficando grave com a louça sempre transbordando na pia, o banheiro permanentemente nojento, a caixa onde o gato faz cocô sempre suja.
e eu não sei falar as coisas. mania de ser sempre ok que me fode. fui deixando crescer e, pra evitar o conflito, me isolava com meus salgadinhos, chocolates, livros e dvds. bem adulta. só ficava no quarto ou fora do apartamento, pra não ter que lidar com o que me causava desconforto. acho que eu deveria ter tentado falar. teria sido importante no momento de dizer tchau, inclusive. mas... #fail.